31/01/2012

Deus no-las trouxe, Deus as recebe

Nos últimos dias acompanhei de perto a história do menino de Brasfemes, perto de Coimbra, que faleceu. Acompanhei esta história como acompanho todas as outras de crianças que morrem, com sofrimento.
Sou católica praticante (termo esquisito porque não se mata a sede sem se beber água) e sei que estes meninos que morrem, estes lindos anjinhos, vão para um lugar tão melhor do que este mundo que nem conseguimos ter uma noção de como será. Contudo, não consigo perder este nó na garganta que acompanha a notícia da morte de alguém, principalmente de uma criança.

Deus no-las trouxe.

As crianças são o futuro, são quem nos faz sorrir e são quem nos faz acreditar e esperar. São elas que nos trazem os pensamentos mais sábios e as conclusões mais acertadas. São elas.
Porque morrem? Não sei porquê, mas acredito que Deus as ama de uma forma que nenhum humano pode reproduzir, que nenhum humano pode imaginar. De que vale perguntar-me porquê quando sei que estão, neste momento, a sorrir com Deus, num pleno estado de paz e alegria.

Deus as recebe.

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