19/01/2012

Aquilo para que estamos prontos para enfrentar ou pensamos...

Todos achamos que nada nos toca. Que tudo vai acontecer aos outros. Que à porta do vizinho pode chegar mas que à nossa não vai bater. Achamos isso. Achamos...
No fundo achamos que, se algum dia nos chegar aquilo que não queremos, vamos ser capazes de aguentar e erguer a cabeçolas e seguir em frente. Eu também acho que serei capaz de conseguir aguentar. A questão é que não sei o que é que terei de aguentar. Não sei o quê, não sei como, não sei quem. Não sei...
Este ano que já passou, um pouco antes dos exames nacionais, tive uma surpresa negativa. Uma simples constipação culminou num outro problema de saúde, numa carga de trabalhos, numa pilha de stresses. Aquilo que passei (não foi nada comparado com muitas coisas horríveis) fez-me parar, abrandar. [Que horror pareço uma mulher ocupadíssima mas acreditem que a minha vida parecia uma vida de empresária] Agora estou abrandada, estou mais organizada, estou a utilizar uma agenda.
Há uns tempos a minha piolha foi operada para resolver a sua querida e soft surdez. No dia de regresso à escola caiu. Tumba!!! Cabeça no chão. Inchaço. Conclusão: dias e dias a parecer o shrek (verde e e inchada). Aquela notícia de queda caiu que nem uma bomba. "Ai a menina, espero que não tenha rebentado nada". Ai ai ai ai ui ui. Pronto foi um susto. Passou mas ninguém reaje como acha que deveria reajir.

O meu resumo é muito simples: Nunca estamos prontos para o que quer que seja.

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